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#QuemPensa é Pedro Agra: “While Backs Are Turned”

#QuemPensa é Pedro Agra: “While Backs Are Turned”

Pedimos ao Pedro que nos falasse de um disco à escolha. A escolha foi “While Backs Are Turned” dos Exit-Stance.
Fotógrafo, entusiasta musical, dono da loja de discos e hamburgueria vegan “Black Mamba” no Porto e com um passado ligado ao Punk/Hardcore e ao underground português através de projectos como a Ruins Records, estas são as palavras de Pedro Agra.

Exit-Stance “While backs Are Turned”

Exit-Stance “While backs Are Turned” 12”EP, 1985

O Iffi – Christian Iffland – baterista de Diät e dono da Static Shock Muzika melhor loja de discos na Europa para quem é aficionado do vinyl e obcecado por Punk e Hardcore dos 80’s – faz uma actualização de stock (dois dias antes de me deslocar a Berlim) de uma nova colecção de discos em segunda mão com vários tesourinhos. Bem, qual é o meu espanto quando vejo uma cópia original do LP de Exit-Stance, “While Backs Are Turned”. O timing não podia ser mais perfeito. Aight?!

Exit-Stance “While backs Are Turned”

Formados em 1982, Milton Keynes – UK, os Exit-Stance, foram das bandas mais “pesadas” dentro da cena Anarcho-(Hardcore) Punk. Da sua curta carreira, re-activada por pouco tempo em 2013 (altura em que gravaram novas músicas que deram origem a um novo 12”EP em 2017) consta um 7” e um 12”LP. Ambos excelentes discos e super difíceis de obter nas suas versões originais. Hello Discogs, my old friend.

A banda sempre fez questão de se distinguir dos seu pares, através de uma toada negra e tribal, acompanhada por riffs repetitivos e ambientes sombrios. O primeiro longa-duração, “While backs Are Turned”, foi um disco que me marcou imenso, não só pela música, como todo o conteúdo visual e lírico. Extremamente políticos e com temas que vão desde a libertação animal/vivissecção, ao descontentamento e crítica social. O álbum, lançado em 1985 pela Mortarhate Records, editora criada e gerida pelos Conflict, é composto por 7 malhas com apontamentos que nos remetem para o início de carreira dos Killing Joke, Amebix, e atrevo-me a dizer, um subtil piscar de olhos a Joy Division. 

Este é sem dúvida um dos meus discos preferidos dentro do género e daqueles que serve sempre para “quebrar o gelo”, quando não sei o que por a tocar no gira-discos.


THE SHIT STILL STINKS!


P.S. – Fiquei super contente com a minha aquisição. A cópia do disco estava em excelentes condições, capa e insert sem dobras, nem rugas, e o disco sem hairlines ou qualquer marca. Por momentos, parecia que tinha ido à loja e o tivesse a comprar em 1985. Assim, vale a pena!

Texto e fotografias: Pedro Agra