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#ComoFoi Punkito Not Dead

#ComoFoi Punkito Not Dead

Old punks never die.


Nota da redacção: esta não é uma reportagem convencional, nem sequer dentro dos moldes da CVLTO. Sendo esta uma celebração da memória de uma figura icónica do Porto, não nos parece adequado, nem justo, fazer o tipo de cobertura a que vos temos vindo a habituar. Não nos cabe avaliar a qualidade dos concertos nem da música porque não foi para isso que fomos ao Barracuda naquela noite. Esta é, antes, uma interpretação genuína do olhar da nossa mais recente fotógrafa, Mar.

Juntaram-se as hostes do mau gosto no já familiar Barracuda Clube de Roque para celebrar uma figura também ela bem familiar. Pedro Punkito foi espalhar caos e punk rock para outros balcões. Então, sem homílias nem eulogias, fez-se o que ele certamente gostaria de ver feito.

Nessa noite, pendurou-se o mítico casaco de cabedal vermelho no Barracuda. E foi celebrada a memória do Punkito.

Para além do casaco que hoje baloiça sobre o balcão, logo à entrada do Barracuda está um retrato de Punkito, feito por Gazela, em que o vemos sorridente e acompanhado por uma garrafa de Super Bock. Como sempre o vimos.

Arrancou-se para o que foi uma noite de sangue, álcool, excessos, suor e vida com a projecção da curta-metragem “Punk’s Not Dread”, da autoria de Tiago Afonso, em que o Punkito era protagonista e actor principal. Foram nove bandas que asseguraram música e caos ao vivo até às bem entrada a manhã: Punkaralho, Era Uma Vez Um Tímpano, Quebra-Cabeças, Cabeça de Martelo, Grito!, Vürmo, Dokuga, Doink e Vai-te Foder.

Old punks never die.

Fotografias por Mar.