Menu & Search
#ComoFoi FAVX

#ComoFoi FAVX

"FAVX IS A BAND THAT PLAYS LOUD".


“FAVX IS A BAND THAT PLAYS LOUD”, avisavam.

A tempestade que se fazia sentir aqueles dias deu tréguas à mini-tour pelo Norte dos madrilenhos FAVX. Vieram no passado sábado ao Espaço A, em Freamunde, no aquecimento para a vindoura tour pelos EUA.

Não sendo fácil categorizar FAVX (perdoem o brejeirismo mas a mais sintética definição que esta vossa repórter encontrou raia o pejorativo) podemos pensar nuns Arctic Monkeys em metanfetaminas. Mas bastante mais bonitinhos. E com os dentes todos. A sério.

Talvez “garage rock” seja boa forma de definir este projecto, mas parece redutor.

A energia destes três jovens em palco é contagiante, apesar do mortiço que o público se apresentava. E eles avisavam: à entrada do Espaço A, tinham pequenos pacotes com tampões para os ouvidos à venda por um preço simbólico, e com o aviso

FAVX IS A BAND THAT PLAYS LOUD

E confirma-se. Comparando com vídeos e imagens de concertos anteriores, noutros contextos, a coisa foi quase intimista. Para uma banda que por sinal se vê habituada a crowdsurfs selvagens, e gente pendurada do tecto dos venues, este foi quase como um concerto de jazz à luz das velas. E, ainda assim, as ondas sonoras e a energia deles eram pulsantes e abaladoras.

 

Apresentaram alguns temas do novo álbum Welfare, lançado em inícios do ano passado. A sonoridade fuzz, com feedback assumido e barulhento, mostra a escola de onde os três vêm. Há uma postura punk na forma como tocam, com laivos do melhor do grunge, mas sem perderem de vista o que é a estética suja mas coesa dos FAVX. Talvez “garage rock” seja boa forma de definir este projecto, mas parece redutor.

Quiçá em breve os nossos leitores possam conferir por si mesmos a bonita bandalheira que é FAVX. Escrever como foi não é complicado, mas escrever como são já é outra história.

 

Texto: Zita Moura
Fotografias: Ana Garcia de Mascarenhas e Zita Moura