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#ComoFoi o Eros 2019 (pt. 2)

#ComoFoi o Eros 2019 (pt. 2)

Esta reportagem foi escrita em parceria com os nossos amigos da Drunk on Drugs. Esta é a segunda de duas partes do que poderão encontrar em www.cvlto.pt. A primeira está disponível aqui.
Podem ler a extensa e gráfica reportagem do Hugh Dick da Drunk on Drugs aqui.

Uma das sessões a que a CVLTO pode assistir foi a conversa com Beatriz Gosta.  Beatriz (ou Marta Bateira, ou M7) disse, no princípio da conversa, a propósito da criação da persona de Beatriz Gosta: “não aguento mais ir para as couves, estou a morrer criativamente”.

Como mais do que uma pessoa, em específico a sua amiga Capicua, relembraram Marta nessa altura da sua enorme capacidade para contar histórias, nasce a personagem Beatriz Gosta. Morena atrevida que é capaz de ter conversas sobre sexualidade sem tabus  e sem receios.

De fazer a nota que a Beatriz e o nosso amigo Hugh Dick entenderam-se muitíssimo bem. Ou não fossem estas duas personas sem papas na língua.

O espaço Extasia não permitia  o registo fotográfico dos seus espetáculos, provavelmente numa tentativa de esquivar o voyeurismo que marcava os restantes palcos do Eros. Este foi o palco onde mais se explorou a sensualidade ao invés da sexualidade nua e crua.

Nestes espetáculos, como foi o “Anangaranga”, a que a CVLTO pode assistir, explorava-se de forma teatral a “poesia de descobrir o outro como um mundo de Maravilhas”. Num palco onde se moviam as figuras de um sacerdote, sacerdotisas e acólitos, cada pose, cada imagem parece uma ilustração de um antigo livro persa, de título provavelmente familiar a muitos de nós: o Kamasutra.

Escusado será dizer que o nosso camarada de reportagem, o travesso Hugh Dick, não ficou remotamente fã deste espaço, mas isso deixamos para vossa descoberta na reportagem da Drunk on Drugs.

Todos os dias de salão erótico tiveram uma enorme afluência de público. Este público maioritariamente masculino também era integrado por  por mais casais que em edições anteriores. A fila para a área swinger, onde a CVLTO não se aventurou, era frequentemente de tal forma extensa que obrigava alguma ginástica mental para atravessar o espaço do salão.

Via-se nos rostos um misto de curiosidade e excitação por aquilo que se observava, desde os espectáculos de strip com Rammstein como banda sonora do palco Mask, até aos shows de porno gay, passando por uma dominatrix impecavelmente vestida de vinil que passeava pelo salão com um homem parcamente vestido e de açaime preso por uma trela – tudo consensual, logicamente.

Foram muitas as sexualidades e formas de a viver que se puderam assistir no Eros Porto. Fomos lá ver #ComoFoi, e se nos apaixonamos, deixamos esse segredo para nós. Outros segredos poderão descobrir por vossa conta na próxima edição do Eros, em 2020.

A primeira parte desta reportagem, com as restantes imagens, está disponível aqui.

 

Texto e fotos: Zita Bacelar Moura.