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#QuemPensa é Luís Dixe Masquete: Baunilha, Cogumelos e Carne Doce

#QuemPensa é Luís Dixe Masquete: Baunilha, Cogumelos e Carne Doce

Agosto bazou. 


É triste, é fado, mas é a vida que nos permite rotular as épocas consoante as estações, a carga laboral ou o consumo mensal de Bushmills

E não. 

Infelizmente não nos pagam para mencionar multinacionais no texto, p’lo que o fazemos como prova d’um amor que em pouco difere daquilo que nos desperta a agenda futura do Maus.

É um cardápio incrível –  “espectáculo, digo eu” – que nos facilita a tarefa de rabiscar esta acta promocional d’um calendário que tem de tudo e ao qual acrescentamos mais alguma coisa. 

Mas o Clubbin’ – tal como o chocolate – é relativamente fácil, ‘né? 
“Coisa pouca”, na verdade: 

Num mês que nos serve de bandeja o duo francês Deux Boules Vanilles e que nos mete uns cogumelos recomendáveis com o regresso dos Electric Moon, avançamos até Outubro p’ra antecipar a #safadeza de Carne Doce, com um tempero de comer, chorar por mais… e lamber as lágrimas

Um banquete que apenas podia ser melhor regado a uísque. 

 

A malta da Capri diz que podia ser pior, mas como “o preço é o mesmo” e Agosto (saudades) foi mês de pausa… nada temam. 

Chegam ao 4º andar habitual na 1ª Sexta-Feira do mês… tem tudo p’ra correr fixe na companhia de nomes habituais, aquecendo a pista p’ra noite de Sábado que nos traz mais um Porto City Gritty com destaque para o Keso, que troca a rima e o micro pelos Cdj’s

Mas o Clubbin’ – tal como o chocolate – é relativamente fácil, ‘né? 

Não falamos daquele“fácil”, tipo a dama que quebrou o coração do Holly Hood, visto que é no Maus que vemos a fauna dos nossos DJ’s preferidos em habitat protegido. 

Numa curadoria que sabe distinguir o Sal fino do Sal grosso, continua a ser nos pratos principais – CONCERTOS – que matamos a fome e em Setembro, nas palavras d’um poeta maior, é de comer “sem talher, nem guardanapo”, a começar pela baunilha

 

Numa deambulação rítmica que tem na hipnose a força maior, o duo composto por Loup Gangloff e Frédéric Mancini cavalga paulatinamente por entre várias escolas musicais.

O carimbo da Ya Ya Yeah (YYY) ‘tá para a música como a Nobre ‘tá para as salsichas, o que nos faz pensar: 

«Esta merda de falar em marcas é pouco punk e, consequentemente, muito punk, mas não metemos nenhum caralho ao bolso a não ser o nosso, quando estamos de calções». 

Mas ya, a YYY tem aquele “je ne c’est quoi” que nos traz a PT as bandas projetos que farão o amanhã, as sensações-mor daqueles festivais com prefixo tipo – a ver se o Tiquinho não sai fora – o NOS Primavera Sound ou o VODAFONE Paredes de Coura. 

Mas antes, todas as bandas têm de foder as costas com o backline até ao 4ª andar,  naquelas tardes em que o Salgado não lhes safa estacionamento lá em cima. 

É raro amigo, mas que las hay

Esperemos que não aconteça com a dupla francesa, a começar pelo facto de terem duas baterias e uma carrada de synths feitos por eles próprios. . 

Numa deambulação rítmica que tem na hipnose a força maior, o duo composto por Loup Gangloff e Frédéric Mancini cavalga paulatinamente por entre várias escolas musicais o que, à excepção da qualidade exímia, não é propriamente novidade. 

O cerne,

A questão…

A “puta da cena” é que fazem tudo isto em concerto sem quaisquer recursos a loops ou pre-sets, como podem comprovar no vídeo acima em vez de fingirem que vão ler até ao fim. 

Já chegaram até aqui, não é mau de todo tendo em conta que apontaram um dos concertos do ano. 

Na verdade, não apontaram. 

Desde a baunilha peculiar que inicia uma semana tutti-frutti, falar em “tutti-fruti” é um capricho politicamente correcto, tamanha é a putaria de concertos que nos arrasta em variedade, digna de um negócio sensível a vários fetiches.

Depois do showzaço de Terça-Feira, é a vez de Elena Setién apresentar o seu “Another Kind Of Revolution”  no Porto,  disco editado p’la aclamada Thrill Jockey e que traz à baila uns arranjos feitos à medida da multi instrumentista que transforma a escola pop num recreio experimental onde abre espaço a várias ideias. 

Podíamos ir a várias referências, mas preferimos realçar a voz e obra da própria Elena. 

«Remember the name». 

E caso o cansaço não te vença como as forças do mal nas eleições deste mundo, é no Sábado que temos a “entourage” mais desejada. 

Seguido deste transe romântico e a fechar um  hat-trick de shows, a Quinta-feira é dia de feira em Barcelos e de rock para os lados de Viana do Castelo, com a apresentação de “Seres Sem Alma” e a estreia dos vianenses Pedaço Mau na cidade Invicta. 

Com o ex-baterista dos Mr. Myagi – Ricardo Sá – no onze titular, é com rock à “tuga” que lhes carimbamos o passaporte e, talvez,  imagem de marca da grupo

E caso o cansaço não te vença como as forças do mal nas eleições deste mundo, é no Sábado que temos a “entourage” mais desejada. 

O Super Bock Super Nova ‘tá de volta e com uma edição brutal

Em mais uma voltinha a dar música de Norte a Sul, o circuito arranca na habitual casa-mãe numa daquelas noites em que mijas mais depressa se fores a outro lado, tamanha manada de homo sapiens que invade o Maus. 

Pudera. 

Aqui é tudo à pala, tens um cartaz do caralho e ainda te dão 2 finos caso sejas das 500 almas a chegar primeiro. 

Os gajos é que são espertos

Borlas de parte, faz a conta e vê quantos finos não mamas numa noite em que o Maus tem quê… 

800? 

1000 pessoas? 

Uma tabuada de idas ao balcão: “Olhe, desculpe?!”. 

Pumba. 

Pumba. 

Pumba. 

É que no Porto diz-se “fino”, em Lisboa “imperial” mas “água” é “água” em todo o mundo e, não nos fodam, nestas noite mais valia chamar a cerveja assim. 

Aos desconhecidos – mas apetecidos – Lonzdale Fantasy’s, juntam-se os First Breath After Coma (FBAC) e os Solar Corona que, novamente obedecendo a uma variedade de fetiches, vão dar-nos várias razões para o Porto sorrir a 14 de Dezembro, e em demais localidades asap. 

Com os FBACna ressaca d’um concerto de 24h, no Festival A Porta e os Solar Corona chegados d’um Verão quentinho, não tens nada a temer aqui. 

Aliás “Ligjtning One”, disco do trio Barcelense, é mesmo a forma mais económica e ecológica de fazeres uma viagem à Lua em segurança. 

Sabemos que o escutas com frequência, mas fica aqui o link sossegado: 

Até ao fim do mês, destaque ainda para os concertos de You Can’t Win Charlie Brow (17 Set) e dos holandeses Gold (27 Set), mas a cabeça e a carteira põe-se em modo Call of Duty a mirar aquele dia 18. 

O termo “carteira” foi inserido no preciso momento em que fomos em busca de mais info para @ leitor(a), viste que, com o destaque assegurado pela qualidade das bandas, acabamos de descobrir que a noite é…. 

Á PALA!!!

Mai’nada e mai’fica para o Bushmills® Blended Irish Whiskey. 40% Alc./Vol. (80 proof). Trademarks owned by The “Old Bushmills” Distillery Company Limited. ©2019

Com a produção das Cartaxo Sessions e o apoio de tótil cenas, presumivelmente camarárias, do município de Santarém, o regresso dos alemães Electric Moon também poderia ter o patrocínio da NASA….

(Ou nós, já agora)

… num serão altamente espacial que conta ainda com Conjunto!evite, Talea Jacta e os ‘almighty’ 10.000 Russos

Um dos nomes de top do psicadelismo europeu ali a meio d’um mês hiper pujante, é caso para dizer: 

«Liberté, Égalité te un putain de Rentrée» 

Fora do âmbito musical – um foro no qual o autor do artigo é estrangeiro naturalizado – a Sexta-Feira 13 tem a sorte de receber a conversa-performance de António Poppe, artista lisboeta em residência artística a convite da Saco Azul, e cujo trabalho transplana entre a palavra, o desenho, a colagem e a meditação

Já a acabar o mês, temos o regresso do Sábado-Feira a 28, naquela que é a 13ª edição da feira de artes no 4º andar mais cool do Porto. Inscrições aqui. . 

Com um Setembro cheíssimo de conteúdos, e com a nossa tradicional recomendação mensal, desta feita resolvemos quebrar a fronteira do dia 31 e espreitar ali um pedacinho de Outubro. 

Um pedaço gostoso, 

Carregado de safadeza, 

E linguando o Porto

Com talento de Goiânia

 

Os Carne Doce são o mais recente fenômeno ‘indie’ do Brasil e carregam toda a sensualidade nos braços da vocalista e letrista Salma Jô. 

“Estrilhosa” – um adjectivo que lhe fica bastante bem – a cantora brasileira começou o projecto em conjunto com o guitarrista e namorado Maeloys Aquino iniciando aquilo a que podemos chamar de, literalmente, uma relação de sucesso

Ya, daquelas que nunca vais ter, sorry. 

Basicamente, o casal safou aquele ponto de equilíbrio em que expõe o amor que lhes pertence a outra propriedade – o talento – coisa que por si só merece uma salva de palmas antes do próximo parágrafo

Com um álbum homónimo seguido de um EP, o início da banda apanhou-os de surpresa com a recepção que tiveram no público, confirmada e dilatada com “Princesa” (2016), disco que confirmou todo o potencial que, pouco a pouco, ia conquistando o Brasil. 

Os tops de final de ano ficaram aqui garantidos, o “hype” cresceu e temos agora este belo “Tonús”, disco tesudo e descomplexado

Maduro, de certeza. 

Fugindo à índole de “picardia” dos anteriores trabalhos, “Tónus” é mais realista e “derrotado”, sem nunca deixar de vencer. 

Vencedores do prémio de Melhor Concerto do Brasil em 2018 p’lo aclamado Scream & Yell, sabemos que uma eventual explosão terá a quota e puta parte à conta disco que nos espelha a vida, o sexo e o amor como ele é. 

Em estreia em PT com uma mini tournée, seduzem o Porto a 24 de Outubro c/ os bilhetes disponíveis na bol.pt, FNAC, Worten, CTT e restantes pontos aderentes.

 

À nossa, txim txim. 

Texto: Luís Dixe Masquete