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#QuemPensa é Luís Dixe Masquete: Ano Novo, os (Maus) Hábitos de sempre

#QuemPensa é Luís Dixe Masquete: Ano Novo, os (Maus) Hábitos de sempre

Os primeiros dias do ano nunca são fáceis, mas há que colocar os sonhos e ilusões de parte e cair na real depois das Janeiras. Este ano vai ser a mesma merda, basicamente.


Fotografia por Teresa Queirós

Sabes que podes usufruir dos mesmos pecados na mesma, certo?

Ya, chaval@.

Também tou a curtir do teu “novo eu”.

Este é, possivelmente, o estado de ‘trance’ mais barato da história e com a melhor ressaca de sempre: quando te apercebes que não vais mudar, também te apercebes que, p’lo menos, te vais divertir igual este ano.

E o Maus Hábitos dá-te 11 dias de avanço p’ra colocares os pés no chão.

Sabes que podes usufruir dos mesmos pecados na mesma, certo?

Foca-te mais na prevenção progressista dos mesmos e não na supressão daqueles que te são tão naturais como um peido.

E o primeiro fim de semana do Maus Hábitos é o teste perfeito desta teorização.

O Circuito Super Nova tá de volta e com ele a certeza que meia dúzia de terras vão acolher o melhor rock nos próximos meses.

E como manda a tradição – essa puta que sobrevive a todas as PdA’s – o pontapé de saída é na Invicta e com a habitual casa cheia a sucumbir o 4º andar mais fixe do Porto.

É a fórmula infalível deste projecto: concertos de borla = casa cheia = tudo a fumar cigarros = filas em busca do sagrado fino.

 

Resoluções?

Quanto aos Moon Preachers, pouco ou nada tens a fazer.

Os sub-21 do “new-garage” dão sempre alto concerto; temível até, caso estejamos a falar de uma sala à pinha e com patada desde os primeiros metros quadrados da plateia.

Mas sem desculpas.

A verdade, é que mesmo que queiras bué não vais conseguir fumar um cigarro.

Uma resolução temporária que facilmente compensas ao intervalo na compra daquele maço que não curtes muito – o que acaba por ser um óptimo truque.

E a garantia de que passas os concertos de Black Bombaim e Twist Conection mais atento aos riffs do que ao isqueiro.

Um fim de semana tradicional, portanto.
Olha; aproveitas e exportas a maturidade do palco para o balcão e trocas o fino por um uísque duplo, plus, a resolução extra da pedra de gelo.

Ou, em respeito à muy nobre Super Bock, mamas as habituais vinte cervejas e adias a resolução do uísque por 24h p’ra primeira Monster Jinx do ano.

Um fim de semana tradicional, portanto.

A dupla atacante “tradição-concertos” traz-nos ainda uma semana com a última apresentação de Talea Jacta Est, desta feita com a participação de André Couto, e para o regresso da Tamar Aphek a um Portugal que lhe diz muito.

Num CV que conta com presença em festivais como o SXSW, DunaJam ou o mítico Fusion, a astro israelita brotou “Collision” – penúltimo disco a solo – nos Estúdios Sá da Bandeira p’ra além de ter rockado inúmeros pilares do nosso nacional-rocknrollismo como o Milhões de Festa ou o Barreiro Rocks, num regresso com selo da label Ya Ya Yeah.

À partida, aqui aplicam-se os mesmos truques da semana anterior, excepto que te apaixones pel@ empregad@ do bar.

Até aqui, tudo fácil.

Tamar Aphek, de regresso a Portugal com paragem na Invicta.

Confesso que nunca fui a uma Beyoncé Fest e tenho em mim um instinto que me fala devagarinho: “deixa-te estar, miúdo”.

O ciclo de cinema dedicado a mulheres realizadoras regressa ao Maus a 30 deste mês.

São aquelas memórias dos sermões soft-power da tua mãe, mulheres de armas e de lábia p’ra te convencer a mudar de ideias em relação a tudo menos ao rumo que queres dar à tua vida ou a um disco das Destiny Child num belo – dizem – serão de sexta a 18 de Janeiro.

E as Porto Femme Sessions também são bom remédio para esta depressão secular que nos tem dado um Bolsonaro de cada vez.

Depois de um excursão de Norte a Sul do país, o ciclo de cinema dedicado a mulheres realizadoras regressa ao Maus a 30 deste mês, antes deste fechar com o concerto dos PAUS.

Tudo isto e muito mais (moderação) nas tuas habituais excursões, agora reguladas pelo desejo de seres uma pessoa melhor.

 

Ou sabes que mais?

Caga nessa merda ou então leva a peito até ao aniversário do Salgado.
Caga nessa merda ou então leva a peito até ao aniversário do Salgado.

Aquele que bem poderia ser considerado “o primeiro festival do ano” tem o cardápio mais do que pronto para te receber a 26 de Janeiro e aqui não cabem nenhumas resoluções.

Pelo menos p’ra mim, que me vou foder todo.

 

Luís Dixe Masquete.